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Tudo Isto Me Parece Tudo T.: Fernando Pessoa (Poesia II), Adapt.: Armindo RIbeiro
Cansa sentir quando se pensa No ar da noite a madrugar Há uma solidão imensa Que tem por corpo o frio do ar Neste momento insone e triste Em que não sei quem hei-de ser Pesa-me o informe real que existe Na noite antes de amanhecer
Tudo isto me parece tudo É uma noite a ter um fim Um negro astral silencio surdo Tudo isto me parece tudo É uma noite a ter um fim Tudo isto me parece tudo Mas à noite, negror sem fim Um mundo mudo em silencio Tudo isto me parece tudo |
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